quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NY, day 3 - fazendo caber tudo num post só

Gente, será que hoje eu finalmente termino esse relato? O domingo começou bem legal, fez uma manhã linda, eu tomei café com a Estela e a Antonia e conversamos um monte! Foi bem divertido. Saímos por volta das nove e fomos direto pro distrito financeiro, ou seja, a famosa Wall Street.

Wall Street pra lá...

Wall Street pra cá!

"Vou investir tudo que eu tiver no bolso! Oh, wait..."

metafoto na frente do Trump Building - sim, mais um prédio do seu Donald Trump

eu ia entrar pra procurar alianças, mas tava fechado...

National Memorial e o seu George Washington

a fachada da Bolsa de Valores (detalhe pra barraquinha de limonada na frente)

o prédio é enorme! Lá de cima que as pessoas se jogavam durante a crise de 29 ehehehe

meu banco também está na Wall Street!

George Washington desprezando a gentalha

interior da Trinity Church, que fica no final da Wall Street (dá pra ver na primeira foto). Nossa teoria
é que os corretores vêm aqui expurgar os pecados no final do dia

e do lado tem esse cemitério, que a gente acha que é onde enterram quem se joga lá de cima

A duas quadras de distância da igreja fica o Marco Zero, que é o lugar em que ficavam as torres gêmeas antes do 11 de setembro. Agora tão construindo um memorial. E vejam: pleno domingo e a galera lá trabalhando!

homens trabalhando

Do Marco Zero pegamos o metrô até a pontinha da ilha. Destino: balsas pra Staten Island. Não tem nada em Staten Island, mas a balsa é de graça e passa na frente da Estátua da Liberdade. Pra ir na ilha da Estátua da Liberdade tem que pagar e as fotos não ficam boas porque a gente tá muito perto. Mais ou menos que nem fotografar o Cristo no Rio.

pra ninguém ter dúvidas hehehe

dentro da estação

a coisa verde

a balsa que a gente pegou

tchau Manhattan, vou ali e já volto

a dama verde (olha a galera em volta)

Manhattan de longe

nós e a dama, já na volta

A experiência na ferry foi interessante: vinte minutos de travessia, um vento desgraçado que me deu dor de ouvido, um milhão de pessoas se pendurando e esticando os braços em direção à Estátua, e 75% dos ocupantes da ferry desceram em Staten Island, deram meia-volta e embarcaram na ferry seguinte - como nós. E sim, tinha brasileiros na ferry. E no Marco Zero. E em todos os outros lugares que a gente foi, então não vou mais falar sobre isso.

Chegando de volta a Manhattan pegamos outro metrô (bendito passe diário!) e fomos pra Chinatown/Little Italy. Na verdade Little Italy era uma área grande de Manhattan, mas aparentemente os chineses dominaram tudo e agora Little Italy é uma rua cercada de chineses por todos os lados. Chinatown é algo muito parecido com a Galeria Pajé na 25 de março ou qualquer desses shoppings-china que tem em São Paulo: um monte de chinês falando chinês e tentando te vender eletrônicos, perfumes importados e afins.

tudo em chinês. Igualzinho à Liberdade hehehehe

Já a Little Italy (ou o que sobrou dela) é um monte de restaurantes muito caros e cuja qualidade é bastante duvidosa, segundo os relatos que a gente ouviu. Meio que parece o Bixiga, restaurante tradicional e bom tem dois ou três e o resto é pra pegar turista.

mas é bonitinho e eu gostei :)

que nem pinto no lixo

um dos três mil restaurantes da Mulberry St.

Nessa hora a fome tava batendo geral, então contra todos os avisos e recomendações resolvemos garimpar um almoço por ali mesmo. Demos uma olhada nos menus de alguns restaurantes e já estávamos quase desistindo - além de custar caro íamos perder um tempo que não tínhamos - quando encontramos um café pequenininho que servia pizza. Entramos. A pizza era boa (Margherita com massa bem fininha, como eu gosto) e barata. E eu só não comi um tiramisu de sobremesa porque realmente não cabia, porque a cara dos bichinhos tava ótima.

à italiana

Da Little Italy/Chinatown, aproveitando o clima "internacional", fomos pra sede da ONU, que fica no lado leste da ilha, na Primeira Avenida perto da nossa já conhecida 42 (perto do prédio da Chrysler e da Grand Central). Pra visitar tudo por dentro tem que pagar a visita guiada, mas deu pra ver o saguão e algumas coisas do térreo. Lá na ONU eu finalmente experimentei o que passou a ser, a partir de então, o meu refrigerante preferido de todos os tempos: Ginger Ale. Como, meu deus, como viverei sem ginger ale no Brasil?!

adivinha se tava em reforma!

um prédio é bonito e o outro é prático hehehe

Dali seguimos pela 42 em direção ao oeste pra pegar um metrô até o Upper West Side e Harlem. Passamos por trás do palco do Brazilian Day (correndo) e mais isso aqui ó:

parte de trás da biblioteca pública de NY - cuja fachada, em reformas, tá num post anterior

Times Square de dia

Upper West

biblioteca da Columbia University

O Upper West é lindo, a universidade é linda, as ruas são lindas, me apaixonei por esse lugar! Mas a melhor parte ainda estava por vir:

pôr-do-sol no Rio Hudson

... pequeno detalhe

Ok, saindo do idílico e totalmente aqui-eu-moraria Upper West, pegamos mais um metrô (já perderam as contas de quantos foram?) pro Lincoln Center, que é um centro de eventos muito bonito no começo do Upper West, perto do Central Park. Lá acontecem desfiles da semana de moda de NY (tava rolando semana passada), concertos e outros eventos desse tipo.

nesse dia ia ter uma ópera!

Dali fomos a pé até o Columbus Circle ver a estátua do Cristóvão Colombo e o prédio da Warner, depois caímos de novo pro metrô e nos mandamos pra Chelsea, última parada do dia. Chelsea é uma área histórica, fica perto do rio, tem os piers e fica perto do Meatpacking District - pra quem viu Gangues de Nova York, o filme se passa exatamente nesse distrito. Aliás, sobre os piers: a fumaça do sábado à tarde foi um incêndio em um dos piers. Ninguém se machucou, mas parece que a coisa foi grande.

Buenas, cenas de Chelsea pra vocês:



Pra quem já tava morto, a caminhada em Chelsea foi fatal. Andamos, andamos, andamos, andamos... Mas valeu muito a pena. Tirem suas próprias conclusões:

mais pôr-do-sol no Rio Hudson...

...dessa vez nos piers de Chelsea!

pouquinho vento... rs

o Empire State iluminado

Saindo dos piers, fomos comer alguma coisa num diner e voltamos pra casa, exaustos e felizes. Sei que ficou parecendo que o post foi corrido, mas acontece que esse dia foi na base do "vamos ver tudo que ainda não deu pra ver". O post só reflete isso. Muitas coisas não aparecem nas fotos, muitas fotos não ficaram boas, mas a memória fica. Eu me apaixonei por cada centímetro de Manhattan. É uma metrópole limpa, organizada, segura (as taxas de criminalidade são baixíssimas e em todos esses dias a gente só viu um cara pedindo dinheiro no metrô), mas acima de tudo bonita. Cada região dessas que eu fui descrevendo tem uma cara própria: os prédios são todos no mesmo estilo, os letreiros das lojas, tudo. O plano diretor realmente funciona. E eu acho que não há quem não se encante.

Ainda falta um post sobre o Brooklyn, que foi o nosso destino na segunda. Já já ele sai!

domingo, 12 de setembro de 2010

NY, day 2 - Central Park, Met, Times Square

Antes de continuar contando, deixa eu colar de novo aqui o mapinha da ilha pra vocês se localizarem e verem o quanto a gente andou:

Achem o Empire State e vão subindo pela Quinta Avenida até achar o parque.
Depois voltem pra baixo do parque até a Times Square :)

Pelo mapa vocês vão poder perceber que o Central Park é imenso. Na verdade esse mapa não tá completo, falta a ponta de cima da ilha (que tem a continuação do parque e outras coisas que a gente visitou sobre as quais eu devo conseguir falar um dia), mas dá pra ver como é grande. Vamos a algumas imagens clássicas:

Clássica charrete pra dar a volta no parque

Clássica foto nas pedronas

A gente queria ver a casa dos barcos e o tal castelinho (né, Sibaldo?), então fomos catar essas duas coisas. O problema é que esse parque tem mil coisas, mil estradinhas sinuosas e o nosso mapa não era lá muito detalhado, então a gente se perdeu um monte. Acho que andamos mais de duas horas pelo parque, mas foi até bom porque deu pra ver um monte. O lado ruim é que eu tava desesperada por um banheiro desde a 5ª Avenida, mas com tanta árvore em volta isso não foi problema hahahaha (tou brincando).

Bom, começamos a nos embrenhar loucamente, fomos parar do outro lado do parque, e nada de enxergar banheiro, casa de barcos ou castelinho. Por fim, resolvemos abandonar o mapa e seguir o nosso instinto, e aí chegamos no chafariz e no lago e na casa dos barcos, finalmente. Olhem só como é lindo:

O chafariz

A casa dos barcos (pra quem viu Vestida Para Casar, é onde a personagem principal queria casar)

Na verdade a casa dos barcos (Loeb Boathouse) é um restaurante

Bom, aí se vocês olharem com cuidado a foto acima (eu já mencionei que pra ver as fotos com mais detalhe é melhor clicar nelas?) vão notar uma fumaça no ar. Que só fez aumentar desse momento em diante:

Bombardeio em Manhattan?

Todo mundo que passava pela gente enquanto estávamos tentando chegar no tal castelinho só falava na fumaça. Com a proximidade com o 11 de setembro e um feriado, não parecia muito impossível que tivesse havido algum tipo de atentado. Já pensou se trancam a gente na ilha? Ou pior, se expulsam a gente de vez? Começamos a falar com as pessoas pelo msn do celular pedindo pra pesquisarem notícias sobre incêndios em Manhattan, mas ninguém conseguiu achar nada recente. Pensamos que se não tava dando na Globo é porque não devia ser nada e continuamos andando:

Eu posando na pontezinha e a polícia e os bombeiros passando enlouquecidos do lado com mil sirenes e buzinas

E a fumaça aumentando a ponto de tapar o sol e de fazer o ar ficar irrespirável

Continuamos andando até que finalmente, por um milagre dos céus, achamos um banheiro. Mas como nada é perfeito, o banheiro tava imundo e cheio de pessoas mal-educadas furando a frente da fila (aliás, esse foi um dia péssimo para banheiros). Depois de devidamente aliviados, resolvemos tomar alguma coisa porque o calor tava grande e a garganta áspera por causa da fumaça. E o que melhor do que uma típica limonada americana?

No fundo o castelinho, finalmente!

Na verdade a limonada foram 3 dólares por um copo cheio de gelo e algumas gotas de limonada, como tudo aqui. Mas aí tudo bem, a limonada acaba, o gelo vai derretendo e a gente ganha uma limonada e uma água pelo preço de uma limonada hehehehe. Aliás, acho importante dizer que a água da torneira em NY é totalmente potável. Em Seattle também. Aparentemente é só aqui nesse fim de mundo que tem que gastar com água mineral.

Aquele pontinho preto ali em cima sou eu!

E aquele ali embaixo também!

O lance desse castelinho é que não tem absolutamente nada dentro, mas dá pra ver o parque do alto.

Por exemplo, as pessoas que vão tomar banho de sol

Saindo do castelinho rumamos direto pro Metropolitan Museum of Art, que fica do lado do parque. Já eram cinco horas e precisávamos de pelo menos duas horas lá dentro pra ver as coisas sem precisar correr (precisa umas quatro se for ver tudo nos mínimos detalhes). Na sexta e no sábado o museu fecha às nove, então dava tempo de entrar. Lá fomos.

Fachada do museu - absolutamente linda!

Antes de entrar, pausa para um lanche

Ah, sim, sobre o lanche: paramos na frente da barraquinha de cachorro-quente, falamos português entre a gente, e eu pedi um com mostarda (em inglês). O baiano também pediu um, em inglês. A gente até hoje não entendeu direito, mas ficamos com a impressão de que o cara perguntou "só dois?". E o pior, eu respondi "yeah, just two". Depois que a gente saiu de perto é que nos demos conta. Bizarro.

Bom, entramos, passei pela revista da mochila e me mandaram guardar no guarda-volumes. Só que tinha que levar junto a carteira, o celular, a câmera e o Obamis, porque eles não se responsabilizam por objetos de valor e não te dão a opção de tu mesmo te responsabilizar e deixar lá mesmo assim. Nesse momento o baiano se tocou que a sua sacolinha de compras (souvenirs e a caixa do óculos de sol novo - eu ainda não mencionei, mas nós dois compramos óculos novos na 5ª Avenida, que podem ser vistos nas fotos) tinha ficado no castelinho. Ele decidiu nem voltar pra procurar e entramos no museu. O ingresso era 20 dólares, mas barganhei preço pra membros de universidade e fizeram preço de estudante, 10 dólares (lembrando que a gente não é estudante na universidade).

Gente, o museu é tudo. Tem tudo. É incrível. Salas e mais salas e mais salas, só de Egito Antigo tem umas trinta salas. É muito fácil se perder lá dentro. Algumas fotos procês verem (não bati muitas porque a minha bateria tava morrendo e ainda tinha muito chão pela frente):

Eu no Egito Antigo

Acho que um desses era do Lula... hehehe

Havaiana de pau

Já tinha dados no Antigo Egito! Sério, fiquei maravilhada com isso!

Armadura do Henrique VIII quando ele já tava velho e doente (e gordo!)

Saguão principal do museu

A quantidade de pianos e cravos lindos era impressionante, mas eu me encantei mesmo nesse harpsicórdio

A gente viu quase todas as alas do museu, mas em algumas nos detivemos mais do que nas outras: Egito Antigo, Pintura Européia, Instrumentos Musicais e Armas e Armaduras. Tem mais fotos, mas não vou ficar pentelhando os meus queridos leitores com fotos de armas antigas e instrumentos musicais e estátuas gregas. Vamos em frente.

Saindo do museu (por volta das 19:30) nos embrenhamos pelo Upper East Side (que é onde fica o museu) pra pegarmos um metrô até a Times Square. A quantidade de gente e luzes por lá é suficiente pra causar uma convulsão nos mais desavisados, mas eu adorei mesmo assim. É o tipo de coisa que o cara tem que ir conhecer. Vejam vocês mesmos:

Chegando lá

Paramount

Luzes luzes luzes

Broadway, baby!

Mar de gente

É nessa rua, algumas quadras mais à esquerda, que acontece o Brazilian Day (e onde tinha a muvuca que encontramos mais cedo)

Exaustos e mortos de fome, resolvemos entrar no TGIF pra comer um... hamburguer. Tinha fila de espera, mas andou rápido e logo estávamos sentados jantando em plena Times Square.

A prova do crime

Depois de jantar fomos retos pro metrô, afinal tava tarde e não queríamos deixar nossos anfitriões acordados nos esperando. Mandei uma mensagem pro Paco avisando que estávamos comendo pra eles não ficarem preocupados achando que a gente tinha se embarafustado no meio da brasileirada e esquecido de voltar pra casa.

Hah!, mas na caminhada até o metrô eu pude tirar a melhor foto da viagem - ou pelo menos a mais inusitada:

Sim, eu estou com o chapéu de um policial da NYPD - de verdade!!

Explico: na ida passamos por essa viatura e o baiano falou que a gente devia pedir a eles pra comerem uns donuts pra gente fotografar, afinal o típico policial americano come donuts o tempo todo, de acordo com os filmes. Tá, aí estávamos voltando e passamos de novo por eles e tinha uma chinesa batendo foto com o chapéu do cara, escorada nele fazendo pose. Eu olhei aquilo e gritei "ah não, eu também quero uma!". E o cara deixou! Aí lá fui eu bater a foto sem ser presa! Ele só perguntou de onde a gente era, batemos a foto e adeus, seu puliça. Inesquecível. Como eu tive coragem de gritar pro policial no meio da rua não sei, mas que valeu a pena valeu!

Antes de ir embora, a última foto do dia:

Eu tou num estado lamentável, mas essa não podia faltar

Da placa pro metrô, do metrô pra casa, de casa pro banho e do banho pra cama. Aproveitei que a Estela tinha uma balança de chão no banheiro e me pesei. Pra meu deleite estou pesando míseros 48 quilos, 3 a menos do que quando saí do Brasil. I love America!

Em breve relatos do domingo: café da manhã e altos papos com a Estela, Estátua da Liberdade, ONU, Upper West e Columbia University, Chelsea e adeus, Manhattan. Não percam!