quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Invasão brasileira

Eu não contei aqui no blog, mas no domingo antes da eleição eu e o baiano fizemos uma nova incursão ao restaurante brasileiro, dessa vez de ônibus. Saímos daqui às onze e chegamos lá a uma, depois de entrarmos e sairmos de três ônibus diferentes. Sim, é um trampo chegar lá.

Dessa vez tava lotado. Muito lotado. No buffet tinha feijoada, couve, farofa, feijão tropeiro e aipim frito. Quase morri comendo! Só ficou faltando o pudim de sobremesa. Aproveitei pra comprar mais café, farinha de polenta e comprei também dois pacotes de Passatempo® recheado pra comer no café da manhã. Ah, e quatro cacetinhos (pros não-gaúchos: pão francês), que eu tava de saco muito cheio de ficar comendo pão de forma todo dia.

Mas não era isso que eu queria contar. O que eu realmente quero contar é que nesse dia a gente tava no ponto de ônibus aqui na frente, conversando e esperando o ônibus, quando passou por nós um cara. Até aí tudo bem. Mas ele passou, voltou e perguntou "aí, vocês sabem onde que tem um shopping por aqui?". Em português. Eu demorei uns segundos pra processar, afinal a última coisa que a gente espera aqui por essas redondezas é encontrar brasileiros. Quer dizer, em Nova York tudo bem, mas aqui em College Park?!

Moral da história: o cara trabalha com energia nuclear e tava aqui pra apresentar um trabalho. Ele tava hospedado no Marriott que tem aqui na esquina de casa (o famoso UMUC) e como era domingo e ele não tinha nada melhor pra fazer, resolveu ir andando até o PG Plaza. 

Pois bem. Aí hoje estávamos eu e o baiano esperando o shuttle no ponto do Montgomery Hall, perto do centro de College Park (a gente tinha ido pro centro fazer algumas coisas), quando chega um cara e pergunta, em inglês, se a gente sabia onde é que ele podia pegar o shuttle que vai pra estação de metrô. Comecei a explicar e o baiano perguntou, em inglês, que ônibus era. Eu respondi em português "é o 104". Aí o cara: "vocês falam português?". Moral da história: era um carioca recém-chegado por essas bandas.

E eu que achava que eu e o baiano éramos os únicos brasileiros aqui por essas bandas...

Um comentário:

Nelci disse...

Mundinho pequeeno, hein?