sexta-feira, 16 de julho de 2010

Office day #1

De novo acordei às seis da manhã. Mesmo com as persianas fechadas meu quarto fica cheio de luz logo que amanhece, porque tem duas janelas, e amanhece muito cedo nessa terra. Jesus! Fiquei na cama até o despertador tocar, dormindo e acordando. Oito horas levantei. A Azadeh ainda tava dormindo. Arrumei tudo que eu tinha que levar pra universidade e fui fazer café. Pela primeira vez desde que eu cheguei tomei um café da manhã decente: pão com manteiga, salame e queijo e café com leite. O café não tava essas maravilhas, o pó é meio estranho e eu não fazia a menor idéia de quanto colocar. Fui no olhômetro e acho que se o pó fosse de melhor qualidade teria ficado perfeito.

(Parênteses: acabei de fazer um café e concluí que ou o açúcar que eu comprei não adoça, ou o café é extremamente amargo.)

A Azadeh levantou, se arrumou correndo e me deu carona pra universidade. Maravilha, porque já tava um calor infernal às dez da manhã e o carro dela tem ar-condicionado. Aliás, não se vê carro ruim aqui. Só tem carro importado (hahaha!) e eu acho que todos têm câmbio automático, painel de madeira e ar. Enfim. Cheguei lá e fui direto pra minha salinha ar-condicionada. Liguei o computador, fui entrar na internet e... quem disse que eu consegui? Precisava me cadastrar num site, mas ninguém tinha me dito isso. Paciência, fiquei sem net mesmo. Trabalhei até a uma e meia sem parar nem pra ir no banheiro. Aí fui no departamento ver se alguém me explicava qual era a da internet e conheci outros dois funcionários. Me explicaram o que eu tinha que fazer e de quebra conheci o Norbert, meu orientador aqui. Vou até mudar de parágrafo pra contar.

Primeiro: ele é totalmente diferente do que eu imaginava (e da foto que tá no site da universidade). O escritório dele é, digamos, peculiar. Ou melhor, todos os escritórios que eu vi até agora são peculiares, todo mundo tem toda a liberdade pra decorar seus escritórios como quiser. Acho isso muito bacana. Mas voltando ao Norbert: ele é muito gente fina! Adorei conversar com ele, super despachado, me deixou super à vontade, deu dicas sobre o campus (aparentemente eu posso usar a piscina coberta, a descoberta e a academia, entre outras coisas), saiu me apresentando pros alunos que tavam por lá, perguntou da minha pesquisa e se mostrou interessado quando eu falei sobre ela, já até marcamos um primeiro atendimento pra terça-feira de tarde. Ele super se colocou à minha disposição, falou como funcionam as coisas por lá e me disse "as long as you're here you're one of the gang" (traduzindo: não importa quanto tempo eu vou ficar aqui nem qual a minha função, eu sou parte da galera). Fiquei bem feliz e satisfeita. E soube que o Lasnik vai dar o curso dele de baby syntax esse semestre! Tava louca pra fazer esse curso há tempos, torci muito pra que ele fosse oferecer, e dei sorte! Não conversei muito com os alunos que eu conheci, nem memorizei os nomes, mas todo mundo pareceu simpático e isso é bom. E as pessoas se empolgam porque eu sou do Brasil.

Terminei o que eu tinha que fazer e caminhei sob um sol escaldante até o Stamp pra pegar o shuttle. Eram cinco da tarde. Consegui pegar o shuttle às seis, e ainda por cima era um que não me deixa exatamente em casa. No verão tem bem menos shuttles circulando, mas nem posso reclamar porque é de graça. Poderia ter voltado a pé, mas tava com computador e cometi a imbecilidade de sair de calça jeans. Lembrem-me de nunca mais usar calça jeans na vida, quase morri de calor. Aliás, hoje fez um milhão de graus aqui, acho que passou dos 40 tranqüilo. O que não é um grande problema quando a gente tá em ambientes fechados, porque aqui, como eu disse, tudo tem ar-condicionado. Se eu tivesse o poder de me teletransportar de casa pro Marie Mount Hall eu tava bem feliz da vida, mas como não posso, aproveito a carona ar-condicionada da Azadeh de manhã e o shuttle ar-condicionado na volta.

Cheguei, enviei tudo o que eu tinha que enviar pela internet e fiz uma mega-salada com a alface inflacionada, rabanete, tomate, manjericão, sal, azeite de oliva e mussarela de búfala e morri comendo. Sim, porque na correria eu não almocei de meio-dia, comi só umas nozes que eu tinha levado de lanche e tomei litros de água. A maioria das pessoas leva alguma coisa de casa pra comer na universidade e depois come bem quando chega em casa. Acho que vou acabar fazendo o mesmo, pelo menos no verão.

O que me lembra que eu preciso comprar coisas pra cozinha. Já decidi que vou comprar 2 de cada coisa: 2 pratos, 2 copos, 2 canecas, 2 de cada talher, uma panela e uma frigideira, potes pra levar comida pra faculdade. Pelo menos o sal e o açúcar que eu comprei são potes que tem dispensador, então não precisa de açucareiro e saleiro. E o sal aqui é mais grosso, é bem bom. Preciso também de um travesseiro e tou pensando em ligar prum anúncio que eu vi aqui no prédio hoje de alguém que tá se mudando e tá vendendo coisas. Uma sapateira por U$5 eu acho que posso comprar. Pelo menos assim eu posso tirar os sapatos do closet minúsculo. A Azadeh me cedeu a cadeira de trabalho dela, ela disse que quase nunca usa e assim eu posso trabalhar no quarto, na minha mesinha. Apesar de que eu vou pro campus todo dia, porque o Norbert disse, como eu já sabia, que os alunos costumam ficar sempre por lá.

Ah, esqueci de contar: aqui também tem muitos esquilos no campus! Achei que fosse só em Seattle, pela proximidade com o Canadá (não perguntem qual é a relação). Mas aqui tem muitos, e eu fico querendo correr atrás de todos, tenho que me controlar pra não parecer louca. Hoje vi seis juntos de uma vez só, e até um esquilo preto eu já vi. Eles ficam ali roendo as coisinhas que caem das árvores, um amor. Acho que no fim do meu período aqui eu vou jogar um dentro da bolsa e levar embora. E ainda falando em bichos, o símbolo da universidade é a tartaruga. Bem bonitinho, acho que vou comprar alguma coisa da lojinha qualquer hora dessas, se o orçamento permitir.

Bom, esse post acaba aqui. No próximo, fotos da minha casa pra vocês matarem a curiosidade. Semana que vem eu levo a câmera pra universidade e fotografo tudo pra mostrar pra vocês. Quem viver verá!

3 comentários:

Anônimo disse...

Não sabia que tu era tão apaixonada assim por esquilos... Acho que vou te dar um de pelúcia quando tu chegar! (hehehe-brincadeira)

Leo disse...

ha ha ha ha... rs

Carolina disse...

owww.. legal Leo!!