domingo, 22 de agosto de 2010

D.C. parte I - ida e Biblioteca do Congresso

Ontem fomos, baiano et moi, pra Washington, D.C., capital deste país. Eu já tinha deixado a mochila praticamente pronta sexta de noite, então acordei 15 pras sete, me arrumei, tomei café, fiz um sanduíche pra levar, me entupi até as orelhas de protetor solar e às 7:50 saí. Itinerário ônibus-metrô-metrô em mãos, encontrei o baiano na parada. E constatamos que nenhum de nós dois sabia de que lado da estrada passava o ônibus. Ou melhor, o ônibus passa dos dois lados, a gente é que não sabia pra que lado devia pegar. Ele tava de um lado e eu do outro. Ele atravessou de volta. Aí pensamos um pouco e atravessamos de novo. Esperamos um pouco e lá veio o ônibus - do lado de lá da rua, of course. Ainda bem que tinha pouco movimento, atravessamos correndo e conseguimos embarcar.

Pegar ônibus aqui é muito fácil: a gente deposita numa máquina ao lado do motorista as moedas e notas pra pagar a passagem (US$1,70), senta e o ônibus tem uma voz linda no GPS, que vai narrando qual é a próxima parada. Não tem como errar. E os ônibus são lindos, limpos e têm assentos macios e confortáveis, e claro, não pode comer nem beber nem jogar lixo nem ouvir música sem fones. Civilizadíssimo.

Andamos por vários lugares desconhecidos até chegarmos na estação de West Hyattsville. Foi legal pra ver um pouco da cidade. Na estação, descobrimos que o bilhete do metrô se compra em máquinas, como na Europa, e cada destino tem um preço diferente. Só que a gente não conseguiu descobrir como fazia pra comprar o bilhete pra L'Enfant Plaza, que era a estação que a gente queria descer. Mas acabou sendo ótimo porque pegamos o passe pro dia por US$9 (o passe pra L'Enfant era US$3 e alguma coisa), muito mais em conta, como viríamos a descobrir.

Pegamos o metrô linha verde até a estação L'Enfant Plaza (tenho certeza que todos os paulistanos pensaram "até o Paraíso" hehehe), descemos e pegamos a linha azul (ou laranja, não lembro - as duas correm paralelas nessa parte do trajeto) até a Capitol South, que era o nosso primeiro destino: a Biblioteca do Congresso. A viagem toda durou menos de uma hora e meia, e poderia ter sido menor se a gente não tivesse perdido o primeiro metrô com a demora pra comprar o bilhete. Por falar em bilhete, se os tongos aqui tivessem comprado até L'Enfant Plaza iam ter que pagar mais um tanto até Capitol South, depois mais um tanto pra cada metrô usado - foram os dois da ida, mais um até Georgetown, mais dois pra voltar - e ia ser uma fortuna. Mas a moral da história é que dá pra ir com tranqüilidade, felizmente, porque não deu pra ver um décimo da cidade. Aqui a primeira imagem que eu vi ao descer do metrô:

Traseira do Cannon House Office Building - um prédio do governo

Seguimos caminhando sem muita convicção em busca da biblioteca. Dez passos mais adiante, uma placa dizendo "Library of Congress". Chegamos! Chegamos! Eu achei meio estranho, porque o prédio não era nada parecido com a Biblioteca do Congresso que aparece nos filmes. Mas tudo bem, vai ver a fachada é pro outro lado:

"A Biblioteca do Congresso"

Momento "eu sou feliz"

Bom, fomos dar a volta no prédio pra ver a fachada e entrar... e aí demos de cara com o prédio da Biblioteca do Congresso do outro lado da rua!

Olha o onibinhos que tri

Explico: o prédio das primeiras fotos é o Madison Building. Ele também é da Biblioteca do Congresso, e é lá que a gente tem que ir pra ter acesso aos livros. O prédio da foto acima é o Jefferson Building, que é o prédio principal, onde tem exposições e tudo o mais. E é o que aparece nos filmes. Aliás, os filmes são um embuste, porque pra acessar os livros a gente tem que ter uma pesquisa específica pra fazer, aí faz uma carteirinha e se diverte na maior biblioteca do mundo. Sim, essa é a biblioteca com o maior acervo do mundo: todos os livros já publicados nos Estados Unidos, sem exceção, mais livros de outros países, mais raridades tipo um exemplar da Bíblia de Gutenberg. Ca-la-ro que voltaremos um dia com calma só pra mergulhar nos livros. Mais fotos da biblioteca pra vocês:

A fachada

Detalhe da fachada

Admirando o Capitólio, que fica do outro lado da praça - já falo sobre ele

Teto da biblioteca

Hall de entrada

Segundo andar

Galerias do segundo andar

Cada arco tem uma inscrição sobre a importância dos livros

Foto-contravenção pra vocês verem onde estão os livros

Deixa eu explicar: a gente só pode ver a área dos livros através de um vidro e não pode tirar foto. Mas eu dei um jeitinho porque núncaras que eu ia sair de lá sem um registro físico desse momento. A foto não mostra nada, nem um milésimo do que tem lá dentro. São andares e mais andares de prateleiras de livros - quem viu "A lenda do tesouro perdido II", com o Nicholas Cage, vai lembrar de quando ele vai em busca do "Livro do Presidente", correndo prateleiras afora. Sim, é nessa biblioteca. Não, na vida real ele jamais teria conseguido fazer aquilo.

A loja da Biblioteca tem livros inacreditáveis, como um fac-símile da primeira edição do Leaves of Grass, do Whitman. Dá vontade de comprar quase tudo, mas eu me contive e comprei só um marcador de páginas e um postal com frases do Presidente Jefferson.

E pra não fazer um post de dez quilômetros eu vou fazer vários posts separados pra falar da viagem. Tem muita coisa pra contar e muita foto pra mostrar. Aguardem!

3 comentários:

Nelci disse...

E eu aqui, descascando batata no porão....shit!!!

Vida disse...

Falei aqui: nerd sempre quer conhecer bibliotecas... T´, confesso, eu tb iria querer... :p

Leo disse...

ah sim, a gente falou desde o início: tem que ser muito nerd mesmo pra querer ir primeiro na biblioteca!!