domingo, 1 de agosto de 2010

Shopping day

Ontem eu fui com a Azadeh no The Mall in Columbia, um shopping que fica a meia hora de carro daqui. Eu não tava lá muito empolgada pra ficar indo em shopping, primeiro porque ela ia com uma amiga persa e eu deduzi que elas só iam falar em persa e eu ia boiar, segundo porque eu tou no modo "orçamento restrito" porque ainda não recebi nada (e mesmo quando receber não vou ter grana pra ficar rasgando por aí). Mas acabei indo porque ela insistiu que eu fosse e porque eu queria ver se comprava um celular ou não.

Obviamente elas falaram em persa 90% do tempo. Pode ser pentelhice minha, mas eu acho que se fosse eu na mesma situação eu tentaria falar inglês, mesmo que falar português seja muito mais fácil e automático pra mim. Sei lá.

Bom, mas a gente foi pra lá porque a Azadeh tem um casamento em breve e precisava de um vestido. Então lá fomos nós garimpar vestidos. Primeiro fomos na Macy's. É um mega lojão de departamentos com tudo que se possa imaginar: calçados, bolsas, roupas de todos os tipos, cosméticos, perfumes, maquiagens, jóias, bijuterias, coisas pra casa e sabe-se lá o que mais. Demos uma olhada nos calçados e eu já concluí que não vou comprar nenhum sapato aqui a menos que um dos meus estrague: os calçados baratos, baratíssimos ou pagáveis são horríveis, bregas e de péssima qualidade; e os calçados bonitos, que eu efetivamente usaria, custam uma fortuna. Só quero mesmo é um tênis bacana, mas óbvio que não é na Macy's que eu devo procurar.

Depois fui dar uma olhada nas bolsas, empreitada que durou aproximadamente 30 segundos: bati o olho numa bolsa linda, olhei o preço, virei as costa e fui embora. Aí fomos pro andar de cima (a loja tem 3 andares imensos) ver os vestidos. Tem de tudo que é tipo: vestido de usar todo dia, vestido mais ajeitadinho, vestido de festa, curtos, longos, uma infinidade de opções. Em menos de um minuto percebi que o gosto da Azadeh é completamente diferente do meu nesse quesito: ela só olhou os vestidos curtinhos e justinhos que as gurias de 15 anos costumam usar e mulher nenhuma acima dos 21 devia passar perto. Enfim. Enquanto ela olhava esses vestidos nas araras de promoção eu, que não tinha compromisso nenhum com nada, fui olhar as outras araras. Me encantei nos tubinhos pretos e nos chemisier da Ralph Lauren e da Calvin Klein (por volta de 130 dólares cada), depois dei uma volta pelas lingeries (bem boas e baratas, por sinal) e terninhos.

Saindo da loja, dei de cara com uma Apple Store e me joguei lá pra dentro. Comprei, finalmente, o limpador que eu queria:

Completo!

Bom, a Apple store tava uma muvuca tão grande que nem deu pra me informar sobre os planos de volta às aulas e sobre o iPad, mas como diria o governador da Califórnia, "eu voltarei". Saí de lá e fui encontrar as gurias numa outra loja que eu não lembro o nome mas que tinha umas calças de alfaiataria, muito bem cortadas, por 46 dólares. Resisti. Tinha malhas por 19 dólares. Resisti. Tinha blusinhas por US$4,99. Resisti. Tinha brincos bem bonitos por US$10. Resisti. E olha, resistir na companhia delas foi difícil: eita povo que gosta de comprar! Mas eu não experimentei nada e achei um absurdo pagar 10 dólares num brinco se no Brasil eu pagava no máximo dez pilas. Confesso que as blusinhas de 5 dólares me fizeram balançar, mas eu ficava repetindo mentalmente "tu tem blusinhas, tu tem blusinhas, tu trouxe roupa suficiente, não gasta com isso, não gasta com isso". Funcionou.

Mas é mentira que eu não provei nada. A gente foi numa outra loja, Lord & Taylor (essa eu memorizei) e eu fiquei apaixonada pelas roupas que eu vi lá! Não deu pra ver muito mais do que os vestidos, é verdade, mas eu adorei a loja. E não resisti a provar um vestido preto mais ou menos de festa que era absolutamente a minha cara e custava a bagatela de 148 dólares. Passei a mão no danado e me mandei pro provador. E ficou tão perfeito, mas tão perfeito que eu tive que registrar:


A qualidade das fotos com o celular deixa a desejar, eu sei, mas eu não tinha levado a câmera. Felizmente tava com o meu velhão na bolsa e deu pra registrar o momento. Me senti a maior contraventora, não tenho coragem de fazer isso nem no Brasil! E pra piorar a câmera desse celular faz um barulhão desgraçado que não tem como tirar, tava morrendo de medo que a vendedora entrasse, me pegasse no flagra e helicópteros chegassem na mesma hora pra me levar pra Guantânamo.

Ah sim, antes de provar eu tava matutando qual devia ser o meu tamanho. Aqui a numeração das roupas é completamente diferente: começa no 2 e vai subindo de 2 em 2: 2, 4, 6, 8... Eu chutei que devia ser um 6 e peguei o vestido. Aí a vendedora veio perguntar se eu tava pegando pra mim mesma e disse que 6 era muito grande pra mim (eu olhei pro vestido e parecia minúsculo), que eu era tamanho 2, no máximo 4. O da foto, queridos leitores, é um tamanho 2. Isso mesmo: aqui nos States eu sou magérrima!

As gurias viram o vestido e acharam lindo, óbvio, mas que o preço era um absurdo. Sinceramente, prefiro pagar 148 dólares num vestido desse do que gastar 150 dólares em mil bugigangas que eu já tenho, tipo blusinhas e malhas, que não vão fazer diferença na minha vida. Aliás, já decidi que só vou comprar alguma roupa desse tipo se realmente precisar, mas se eu conseguir sobrar algum dinheirinho vou investir em roupas boas, tipo vestidos, calças, camisas e casacos bem cortados e de tecidos bons, que no Brasil custariam bem mais caro. É o tipo de coisa que, como eu já tinha concluído assistindo o Esquadrão da Moda, vale a pena comprar aqui.

Enfim, dessa loja fomos pra uma outra que parecia a Someday ou qualquer outra loja dessas que vende roupa pra adolescente. Pois foi lá mesmo que "se comprou-se" o tal vestido: curtérrimo, justérrimo e não favorece nem a Giselle. Mas era barato (60 dólares). Ãnfãn.

Depois da maratona de caça ao vestido fomos almoçar. Comi uma fatia de pizza com salada e um copo monstro de Pepsi por US$7,20 e depois fui ver o celular. Acabei comprando um pré-pago da Samsung, bonitinho, com teclado qwerty, sem muitas funções, que era o mais barato da loja. Só mesmo pra me comunicar com o mundo quando for necessário. E já descobri que posso desbloquear ele facilmente pra usar no Brasil quando eu voltar hehehehe. A única coisa é que o bluetooth dele é uma farsa, só funciona pra fones de ouvido, mas dá pra comprar um cabo e conectar ele no computador pra transferir dados. Vou tentar fazer isso em breve.

Antes de vir embora ainda passamos na H&M (clássica do Esquadrão da Moda). Achei bem mais organizada que a H&M que eu fui em Seattle, e até que tem umas roupinhas ajeitadas, principalmente camisas. Também passamos na frente da Banana Republic, que eu amo de paixão, mas a gente não entrou porque "não tem roupas pro nosso estilo". Não falei nada, mas a Banana Republic é exatamente o meu estilo... rs. É lá que eu vou garimpar o meu tão sonhado tubinho preto e um terninho nas liquidações, me aguardem!

Na volta passamos por uma estrada com cara de Brasil e eu tive que registrar com a câmera do meu novo celular:


Bonitinha, né? Uma pistinha só pra cada lado e um monte de mato em volta. E até que a qualidade da câmera não é de todo ruim.

Logo mais vou assistir o Gre-Nal online (ah, a tecnologia...). Tinha que sair pra comprar açúcar, mas o shuttle não funciona aos domingos durante o verão. Vai ficar pra amanhã. Só espero que tenha açúcar suficiente pra adoçar o café amanhã de manhã...

5 comentários:

Clark disse...

1º) Análise da grade argumental desta sentença “se eu conseguir sobrar algum dinheirinho”?

2º) Ó, tirando (ou incluindo) os buracos, a estrada é igualzinha às do Brasil.

Nelci disse...

Vai ter que aumentar muuuito o valor da bolsa..... eheheh

Leo disse...

pô, ninguém vai falar do vestido? :(

Vida disse...

Eu falo do vestido, eu falo do vestiiiido. Ui, ui, ui, ameyyy!

Leo disse...

valeu, Vida!!! :)